Vida Híbrida

A vida de uns tempos pra cá tem sido assim, cheia de contrapontos. Que se colocam para exercitarmos nossa sabedoria diariamente. Questionando-nos o tempo todo. Observando polaridades, tentando o equilíbrio a cada instante vivido. Está  aí a “Era do cuidado”, cuidando de nós e nossas escolhas.

Queremos sair, mas ainda estamos cautelosos e com medo. Vem o desejo de aglomerar com a família, mas a responsabilidade com o outro invade o coração. Pensamos no verão, mas a praia pode estar cheia. Avaliar os pontos e viver o hibridismo, é a única certeza neste momento.

A casa, hora é escritório, hora academia. O tempo é meu, e daqui a pouco é do outro.

A sala é cenário, e mais alguns minutos, lugar de descanso. A cozinha, o lugar de preparo dos alimentos em horários específicos, ou várias vezes ao dia, toda vez que entra-se ali.

A vida híbrida que se impõe, nos impacta, exige domínio.

Exige consciência, empatia e tempo. Este deve ser utilizado com sabedoria.

A vida é mutante também, e gastá-lo desnecessariamente, será um crime, pois logo ali talvez tenhamos que mudar novamente. Ah, a vida é longa, precisamos lembrar. Serão muitos ciclos.

Os ciclos da vida, tem relógio, biológico. Tempo a ser valorizado, cuidado, sem atropelos.

O híbrido coloca o equilíbrio como pauta. A presença, o autoexame, os valores, o momento, são o tempo todo visitados na busca deste equilíbrio. Busque em ti, pulsante na verdade, na tua casa, no teu cotidiano, as respostas para esta vida ainda oculta. Será sempre assim. É, e sempre foi assim. Nós a descobrimos aos poucos.

Hoje ela exige mais de nós, pelas adversidades. Porém, sempre foi diversa.

E nós, únicos ao decidirmos o futuro. Está em tuas mãos a vida. Híbrida ou não, tu és a base.

Capa: Projeto Autoral  Foto: Eduardo Liotti

Sobre o Casa de Raiz – Um movimento que promove a importância do processo arquitetônico em transformar os espaços, e o impacto da criação na vida das pessoas. Te convida a refletir, ir um pouco mais fundo, para que haja o entendimento da arquitetura, e assim redefinir a relação com a casa. A arquiteta Hellen Fírmìno, cabeça e coração deste movimento, defende na sua prática, a casa como reflexo de que a habita.

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