Casa: Pausa e Movimento

Olá seguidores, venho hoje conversar com vocês sobre a casa, ou como gostamos de nos referir aqui, lar.

Já faz algum tempo, mais precisamente 2 anos, quando começamos a produzir conteúdo com um propósito, chamando a atenção sobre a relevância do lar nas nossas vidas. Não só no aspecto da arquitetura (forma e função), mas nos reflexos que ela promove, na vida das pessoas. E eu não quero aqui, neste momento, entrar em nenhuma vertente científica, mas como resultado que percebo durante os meus 21 anos de prática da arquitetura de interiores.

Provocar a reflexão sobre a casa, é o que queremos. Por que? Entendemos que assim, pensando, avaliando, o consumo será racional. Entendemos que buscar algo, só porque é usual, não é assertivo, nem sadio para o usuário e para o planeta. Ouvi muito, se usa?, é tendência? Felizmente depois do meu trabalho por aqui, já não ouço mais.

Procuro no dia a dia, instruir os que me rodeiam, a examinarem a suas necessidades, antes de consumir. Este é um atributo do arquiteto. Devolver a pergunta, muitas vezes, para se provocar a reflexão, e consequentemente ter a resposta que vem de dentro. Acredito que avaliar a nossa trajetória, o que já temos, ou que podemos herdar de nossos ancestrais, já elimina o consumo fútil, além de nos aproximar de nossa história no âmbito emocional.

A questão é consumir o que nos supri genuinamente, sem acúmulos, e compulsividades, buscando algo que é imaterial. Para isso, a reflexão, o projeto, avalia antes da ação, a necessidade e relevância do consumo.

Na minha vida, sempre faço uma relação do consumo com o tempo. Quanto tempo vai me custar adquirir algo. Faço um balanço, em relação o tempo que preciso trabalhar para comprar, o tempo que ficarei longe daqueles que amo, ou momentos de prazer e descanso que terei de abdicar para bancar aquele consumo. E funciona muito bem. Façam isto!

Além disso, tem o planeta. Será este um momento oportuno para pensarmos nele? A reclusão nos faz avaliar nossa casa, nossos armários, nossos valores, e ações. A parte que nos cabe está sendo checada. Parcela individual dentro do todo. A responsabilidade de cada um, não somente na sua casa, mas na nossa casa maior, o mundo, o planeta.

O que eu posso fazer para contribuir para um mundo melhor? Eu sei, como arquiteta, que agindo sobre a sua casa, já é um grande passo. Vigie, suas ações. Reavalie sua vida, a dinâmica de consumo, e o que pode contribuir para um mundo melhor. Menos posse e mais acesso. Sim, o acesso está sendo checado também. Ele é o novo objeto de desejo. Se o poder já não nos empodera, o acesso que se persegue pode ficar escasso no futuro. Ações serão determinantes neste processo. Procure fazer o melhor. Faça certo.

No que tange a casa, pense comigo: “Arquitetos não te fazem gastar“. Eles te fazem projetar a real necessidade antes de consumir. Te fazem enxergar com razão o futuro, e as vezes o passado, para determinar o presente. Assim, te fazem economizar, pelas escolhas certas que farão juntos. Sempre digo aos meus clientes que o projeto, é uma forma de refletir, se organizar, para curtir a conquista. Tendo a certeza que fez a coisa certa.

E nos outros campos da vida, quem pode te auxiliar, nas boas escolhas? Busque, invista. Isto te fará melhor e tuas ações também. Esta é tua parte no todo.

Estamos sendo avaliados. O universo está promovendo um movimento de transformação. Comece a sua.

Comece pelo seu habitat. É mais perto de você, será mais fácil e prazeroso.

Tua casa pede…o que você usuário, deseja. Te conheça, descubra você, imprima na casa, e viva bem. Estando bem, você irradia o bem, e promove o bem aos outros. Imagine todos nessa sintonia. O contágio será grandioso, e quem ganha é o mundo, o planeta, todos nós. Use este momento e repense o seu movimento.

Pequenos movimentos, geram grandes transformações. #casaderaizemmovimento

Foto: Eduardo Liotti

 

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