No mínimo, luxo!

Olá, aqueles que nos seguem,

Deixei para o final, algo bem interessante, que nos faz pensar, e quero que vocês o façam também…sobre ambientes minimalistas em mostra.  Aproveito o finalzinho da Casacor RS para trazer esse pensar sobre o mínimo.

Vou expor aqui, dois ambientes que trouxeram o minimalismo para a Casacor na edição de Porto Alegre, RS. A suíte Área IN assinada pela arquiteta Lídia Maciel e a Suíte Duvet assinada pelo arquiteto Rafael Kroth. Ambas com o mínimo necessário para conotar o conforto e a sofisticação impresso na vertente minimalista.

E por que será, que em meio tantos ambientes na mostra, estes são notórios? Acreditamos que o mundo transcorre por esse caminho. O menor consumo, que leva à boas escolhas, de peças que duram muito, pensadas na tecnologia e no design que as tornam atemporais. Essa é a tendência.

Embora esses ambientes ainda em menor número, ganham adeptos e olhares instigantes. Inclusive, passam uma sensação de liberdade que procuramos na contemporaneidade. Ah,…sensação/sentido! Para perceber a riqueza destes ambientes, precisa-se despertar os sentidos e levá-los apreciar os mínimos detalhes. É lá que está a poesia do projeto. Normalmente técnicos, eles funcionam bem, além de expor com muito cuidado a vida que ali está. Os ambientes minimalistas trazem  riqueza em muito pouco. Isso os deixam interessantes, àqueles que estão dispostos a descobrirem seus encantos.

A quem pense,…é fácil fazer o minimalismo. Com certeza, não é. Poucos fazem com maestria. O minimalismo não é vazio. Bem pelo contrário, é cheio de referências em poucas e pensadas especificações. Isso é dificílimo de fazer com excelência. Sabe por que? Porque é preciso chegar lá no profundo, na essência de cada cliente ou conceito.  Ir na raiz. Resgatar tudo e materializar com o mínimo, transformando o ambiente no máximo de sua concepção.

Quando isso acontece, o resultado são ambientes poéticos, luxuosos, leves e atemporais. Acreditamos que a casa do futuro, bem ali, terá todos estes adjetivos, incluindo a simplicidade para ser plenamente feliz.

Vamos sentir os ambientes citados nas fotos de Cristiano Bauce:

Área In – Lídia Maciel

Suíte Duvet – Rafael Kroth

Que tal? Eu amei as duas suítes.

A raiz de cada uma, traduzida em luxo.

Essa sensibilidade exposta, é a mais pura materialização da arquitetura de interiores. A criação de espaços que traduzem a alma de alguém, proporcionando um ambiente que o usuário se identifique, se perceba, se sinta libre, e possa ser feliz todos os dias com o melhor que possa adquirir.

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Dormitório Infantil com conceito de design afetivo

Olá seguidores, quero -lhes mostrar, um projeto que vale a pena visitar e revisitar. Sabe aqueles ambiente que tudo tem um significado? Então, este dormitório é um exemplo. Criado para acolher uma menina esportista, o Dormitório da Menina Surfista assinado por Izabela Pagani para a Casacor RS, traz como o conceito único, o design afetivo. Aquele que amamos e valorizamos muito por aqui.

Com área de 23m2, a proposta realizada a partir do desenvolvimento, percepções e atividades psicomotoras de uma criança de 5 anos. Onde o objetivo principal é acolher no espaço lúdico que estimula laços familiares. Para isso a arquiteta, materializou a ideia de casa como refúgio físico,mental e espiritual.

Refúgio Físico – A cama incorporada ao espaço com telhado de duas águas, por exemplo, retrata um sonho latente de toda criança .

Refúgio Espiritual – O balanço em forma de casulo, representa um espaço pequeno, acolhedor e familiar como o útero materno. No fundo da cama, a representação de uma paisagem do pôr do sol em uma praia – Refúgio Mental.

Perceba tudo isso nas fotos de Criatiano Bauce:

Como é interessante o serviço prestado por um arquiteto. Ele muda vidas. Através de estudo, planos traçados em projetos, ele simula o dia a dia. Neste dormitório foi assim. E assim acontece na casa inteira quando se propõe, projetar, sensações, afetos e momentos, criando o cenário perfeito para uma vida real. É dessa arquitetura que falamos aqui…cheia de significados.

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Casa latente, com muito design – Casa Ocra

Olá seguidores, o nosso blog traz posts com casas de raízes, ou raiz. Aquelas com alma e latentes. Então eis aqui, na nossa humilde opinião, aquela que retratou a vida acontecendo, nesta edição da Casacor RS, a Casa Ocra.

Eu moraria ali. Tem construção simples, é aquele projeto que te diz: entra e faz o que tu quiser. Claro que daí um bom projeto de interiores é necessário…Mas lá está! Assinado pelo designer de interiores Juarez Cruz, a casa ocra, permite a vida cotidiana com praticidade, sem descuidar dos detalhes. Juka utilizou mobiliário solto, com a possibilidade de vários designers serem contemplados no espaço.  No estar, a base é de encher os olhos. O tapete centenário, conta várias histórias, que também estão presentes no movimento da manta, do fogo, da arte e os detalhes que remetem vida no ambiente.

Na bancada da cozinha, as marcas do uso e do tempo, me encantou. A atenção de mostrá-las em Casacor, me surpreendeu.

Os tons, a iluminação, o movimento da cortina, o cheiro, a playlist, e o aconchego é um convite para viver ali. O projeto de uma casa de verdade, simples na concepção, mas carregada de significados, que conectam os visitantes, através dos sentidos, e os convidam para morar e amar aquele lugar.

Vejam as fotos da Casa Ocra por Marcelo Donadussi:

Nós, do Casa de Raiz, valorizamos projetos assim! Aqueles que nas suas entrelinhas denotam a vida acontecendo…casas de morar, de ficar e de se conectar uns aos outros. Uma casa viva, latente, pulsante…um lar.

Por mais projeto assim em mostras.

Se eles acontecerem, estarão por aqui.

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Suíte para ficar…pra sempre!

Olá seguidores, que descobrem sempre por aqui um projeto que encanta por sua concepção. Aquele que tem algo à nos dizer. Conceitual ou não, tem o pensar do arquiteto em cada detalhe materializado. Vamos lá…

Refúgio a Dois, projetada pela arquiteta karen Feldman, para a Casacor RS, é aquele dormitório que nunca acordamos do sonho, logo na realidade tudo se materializa. Ele trouxe um requinte sutil, expressado pelos materiais. Mesmo com abundância de mármore, a arquiteta soube dosar, com a madeira, permitindo o conforto e o aconchego que uma suíte exige.

Quando me refiro a sutileza do luxo expresso, me refiro a um ambiente que acolhe, e pode ser usado todos os dias, mesmo sendo luxuoso. Esse equilíbrio é muito importante e difícil de executar, principalmente em mostra.

Além da madeira, o carpete trouxe acústica e o toque de relaxamento ao ambiente, dizendo “entre e fique à vontade”.

No banho, os tons de cinza no mármore, dá um toque suave sem repelir, ou representar frieza, pois junto a madeira, promoveu o equilíbrio.

E o verde?! Ah, o verde que entra e amplia o espaço através das janelas, é deslumbrante. A permeabilidade que tem esta suíte, é muito interessante.

Este projeto se propôs, retratar um dormitório para um casal, e dentro do tema da mostra, se encaixou perfeitamente. Para nós é um dos destaques.

Veja tudo nas fotos de André Bastian:

Um lugar para renovar as energias!

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Seja Lupa e descubra este espaço criativo na Casacor RS

Olá seguidores,

Mostraremos para vocês hoje o Pátio do Músico , como um dos ambientes da Casacor RS que nos encantou. O conceito materializado no projeto, foi o ponto do nosso encantamento. Durante o percurso, ao sair do café, vejo o profissional apresentando o seu espaço. Logo me identifiquei. Lembrei de quando eu ficava nos meus ambientes na mostra, verbalizando todo o meu pensar através do conceito que criara, para que todos entendessem o projeto e cada detalhes nele lapidado.  O Lupa Multistudio faz sua estréia na mostra, com um projeto de área externa, que parte do desenho do símbolo shuffle, utilizado nos aplicativos de música. Segundo o arquiteto Lucas Prates, o símbolo remete aleatoriedade, versatilidade, multi função, descontração e interatividade.

O traçado segue linhas e combinações que justificam a simbologia shuffle, através das cores e iluminação o movimento, a descontração e dinamismo para o ambiente.

A sustentabilidade está presente em alguns usos como o painel solar para aquecimento dos bancos, espelho da água para climatização em dias secos. Assim funciona para a natureza presente, a brutalidade dos materiais escolhidos, a sustentabilidade e versatilidade de uso no espaço que remetem todo o conceito de “CASA VIVA”, segundo Lucas. Ele também acredita que o paisagismo vai muito além de pensarmos em um único uso, paisagismo é criar uma rotina viva e versátil fora da “caixa casa”.

Tudo se justifica. O traçado nos leva. O verde veste o espaço elaborado. Um ambiente externo que acolhe. A sustentabilidade do espaço está garantida, nas especificações dos materiais. Vejo arquitetura, vejo compromisso, vejo arquiteto envolvido em criar um conceito que mostre o seu pensar. Isto é estar em uma mostra, e se projetar através da sua criação.

Fotos: Edu Defferrari

A Lupa nesse caso é só para não perder nenhum detalhe. Vale a visita e sentir este espaço. Por mais ambientes assim em mostra.

Por isso faço questão em tê-lo aqui…um projeto de raiz.

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Varanda Urbana, um exemplo de casa viva.

Olá seguidores,

Vamos mostrar a partir de hoje alguns projetos que nos tocou na visita à  Casacor RS. Aqueles que são belos exemplos de “Casa Viva”, o conceito da mostra este ano; ou uma Casa de Raiz, o que priorizamos aqui nos posts.

O ambiente Varanda Urbana, assinado por Joana & Manuela Arquitetura, traz nesse conceito, uma varanda que se integra com uma área gourmet. Um espaço acolhedor e elegante, destinado á reuniões e encontros.

Dentro da proposta da mostra, elas criaram um espaço vivo, que traz conforto para as pessoas usufruírem a sua casa. A proposta da lareira, junto ao estar que se integra ao jantar e a bancada, denotam a versatilidade que uma casa viva deve ter. Os materiais como madeira, pedra natural, ferro e a vegetação, trazem o aconchego para o ambiente, que diferente de um cenário, propõe que a vida cotidiana aconteça ali.  Além disso, tiraram partido da iluminação natural através das janelas e do pergolado, tornando o ambiente livre e vivo, deixando a luz e o verde do jardim entrar. Tudo com muito estilo, materiais nobres e design, na medida para um ambiente de uso intenso.

“A sensação ao entrar, é de vida real. A permeabilidade, a luz, o verde, e a verdade expressa no ambiente, remete a uma casa viva.”

Segundo elas: “Atendemos o principal conceito de Casa Viva pelo nosso espaço ser um refúgio físico e mental e um espaço acolhedor, que convida a celebração com os amigos e família”.

Realmente a varanda urbana é um ambiente vivo, que convida a viver. Gostei Muito!

Abaixo as fotos de Cristiano Bauce:

Este é um primeiro exemplo de um ambiente interessante, de bom conceito e projeto executado, que extraímos da Casacor RS, logo postaremos outros.

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Nosso olhar sobre a Casacor Rio Grande do Sul 2018

Olá seguidores,

O que posso dizer sobre a Casacor aqui no estado, após visita na última quinta, 02… A tarde estava apropriada para um olhar detalhado sobre os ambientes da mostra, que neste ano estavam com os tamanhos bem nivelados. Isto é muito interessante para que se ofereça ao público uma noção de realidade nos espaços, além de evitar estrelismo entre os profissionais.

Os ambientes funcionais estão bem resolvidos, como a bilheteria, o talks bambu, e o café, que veio com uma atmosfera intimista, contemporânea, com mix de uso,  e de bom tamanho. Os lavabos funcionais são elaborados, e inseridos discretamente no circuito. Além dos ambientes da casa aberta, de criação discreta, que podem receber o público com acesso direto…boa ideia!

A acessibilidade é sempre complicada na mostra, devido aos imóveis à disposição. E nesta edição, bem complicado o fato de serem três casas de cada lado da rua. Mas a curadoria técnica resolveu bem… “os arquitetos sempre tem um coelho belíssimo na cartola“. E a pintura artística como faixa de segurança, foi a grande sacada. Ainda sobre acesso, a quarta casa tem uma imensa escada que leva a vários ambientes, que é impossível de serem visitados por portadores de necessidades especiais. E aí fica a pergunta  sobre a arquitetura universal, que deveria começar nesse tipo de evento.

A arquitetura de interiores contempla a todos, inclui, e torna melhor o morar de todas as pessoas, principalmente aquele com necessidades diferenciadas“.

O paisagismo da fachada, além de expor vegetações lindas, foi primordial para amarrar tudo, assim como as áreas externas bem elaboradas. Notei que este ano poucos ambientes foram construídos, o que é excelente, pois não gera lixo, com a demolição. Achei apropriado  que esse ano a diretoria da mostra tem uma parceria com empresa que dá o destino correto para cada tipo de resíduo.

Alguns arquitetos e designers se apropriaram do tema dos espaços criando ambientes interessantes, alguns bem comerciais. Ainda  temos aqueles que parecem impor uma arquitetura oferecida igualmente nos anos anteriores. Outros que conversam e cativam o público com suas criações, e outros poucos, conceituais. Me chamou muito atenção, um ambiente em especial, que tentava simular a vida real, mas muito fora de proporção. Isto é ruim!

Sobre as tendências, mais do mesmo. Pouca novidade. Acredito que o público normalmente sedento por saber o que usar em sua casa, e até copiar, deve ficar decepcionado, se ele segue algum tipo de informação sobre o tema.

Deixei para o final para falar sobre o tema da mostra, e como foi materializado no geral pelos profissionais. A “Casa Viva” segundo Lívia Pedreira, diretora superintendente da Casacor, na ocasião do lançamento em outubro de 2017 em São Paulo, diz que o tema remete ao detalhe de convivência, promove experiências que emocionam, faz a conexão com a natureza, além de ser um organismo pulsante. Vamos lá…Vida é a palavra chave deste ano no evento Casacor, logo os ambiente precisam expressar a vida. Como? O verde não é suficiente. É preciso mostrar a vida acontecendo de alguma maneira. Percebi esse movimento em pouquíssimos ambientes. Ficou claro que projetar sensações, não é fácil. Principalmente quando existe toda a questão comercial de um evento. Mas não podemos esquecer que são elas que conectam o visitante ao projeto e consequentemente ao profissional. Por isso esse detalhe é importante e o projeto não pode se perder. Os criadores devem projetar com o foco de mostrar o seu diferencial, para a sobrevivência da classe. Acredito ser essa conexão que a Lívia Pedreira deseja para o evento.

Alguns ambientes, trouxeram uma riqueza de detalhes, chegando a poluir, inclusive em alguns que a função era relaxar. Os detalhes denotam vida, mas não em excesso. Este, que muitas vezes não nos permite ver a riqueza do projeto. Imagine a percepção do visitante! Outros minimalistas demais, sem humanização, clean, estático, logo sem vida.

Mesmo assim, o fato de serem residências, e ambientes pequenos, o evento já se aproximou do público. Começa aí uma conversa. Esperamos nos próximos anos, que além de materializar o tema, haja uma conexão maior com o ser humano, em todos os sentidos. Afinal, arquitetura é praticada por pessoas, feitas para pessoas, VIVIDA por pessoas. Simples assim!

#casacor #casacorrs #casaviva #arquiteturadeinteriores #casaderaiz

O conceito “INBOX”

Quando me chamaram e me passaram o desafio de projetar pela primeira vez um espaço dedicado á Revistaria e Cartonário da mostra, o que veio na minha cabeça foi uma “caixa” guardada á 25 anos que seria inserida no contexto da comemoração. E nela estariam, antigos (capas) e atuais ( fornecedores) que escrevem os 25 anos Casa Cor.

Como a mostra traz este ano a sustentabilidade como tema, um container se encaixaria perfeitamente neste conceito. Ele é reuso e tem muitas historias ao longo da vida.

E porque INBOX?  A caixa que usamos para comunicar  dados importantes na internet. Na Casa Cor esta caixa está na saída. Após visitar ambientes lindos e de muito bom gosto, o visitante entra na caixa para repensar o seu espaço. Esta é a proposta!

 

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Um container, dois ambientes… Este foi o desafio.

Projetamos então um ambiente receptivo, que expõe as 24 capas das edições anteriores da mostra. Onde também está o cartonário que traz os fornecedores que viabilizam grande parte dos ambientes da mostra.

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Em seguida, temos um espaço reservado para a venda das revistas desta edição do evento. Que ainda acolhe o visitante.

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Este visitante pode ainda utilizar a fachada da lareira como um cenário para fotografar e ser capa da Revista Casa Cor 25 anos.

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O projeto visa interagir e comunicar arquitetura, tudo que eu mais amo fazer. Aproveitei o desafio para expor o visitante a um momento de reflexão sobre arquitetura e seu espaço… “entre na caixa para pensar fora da caixa” Este é o papel do arquiteto na mostra, utilizar seu conhecimento e provocar o pensar sobre arquitetura, além de mostrar conteúdo, tendências e ideias.

Este foi o conceito do projeto desenvolvido para a Casa Cor 2016… Revistaria e Cartonário INBOX.

Espero a visita de todos.

*Logo conto sobre os detalhes arquitetônicos do projeto.