Nosso olhar sobre a Casacor Rio Grande do Sul 2018

Olá seguidores,

O que posso dizer sobre a Casacor aqui no estado, após visita na última quinta, 02… A tarde estava apropriada para um olhar detalhado sobre os ambientes da mostra, que neste ano estavam com os tamanhos bem nivelados. Isto é muito interessante para que se ofereça ao público uma noção de realidade nos espaços, além de evitar estrelismo entre os profissionais.

Os ambientes funcionais estão bem resolvidos, como a bilheteria, o talks bambu, e o café, que veio com uma atmosfera intimista, contemporânea, com mix de uso,  e de bom tamanho. Os lavabos funcionais são elaborados, e inseridos discretamente no circuito. Além dos ambientes da casa aberta, de criação discreta, que podem receber o público com acesso direto…boa ideia!

A acessibilidade é sempre complicada na mostra, devido aos imóveis à disposição. E nesta edição, bem complicado o fato de serem três casas de cada lado da rua. Mas a curadoria técnica resolveu bem… “os arquitetos sempre tem um coelho belíssimo na cartola“. E a pintura artística como faixa de segurança, foi a grande sacada. Ainda sobre acesso, a quarta casa tem uma imensa escada que leva a vários ambientes, que é impossível de serem visitados por portadores de necessidades especiais. E aí fica a pergunta  sobre a arquitetura universal, que deveria começar nesse tipo de evento.

A arquitetura de interiores contempla a todos, inclui, e torna melhor o morar de todas as pessoas, principalmente aquele com necessidades diferenciadas“.

O paisagismo da fachada, além de expor vegetações lindas, foi primordial para amarrar tudo, assim como as áreas externas bem elaboradas. Notei que este ano poucos ambientes foram construídos, o que é excelente, pois não gera lixo, com a demolição. Achei apropriado  que esse ano a diretoria da mostra tem uma parceria com empresa que dá o destino correto para cada tipo de resíduo.

Alguns arquitetos e designers se apropriaram do tema dos espaços criando ambientes interessantes, alguns bem comerciais. Ainda  temos aqueles que parecem impor uma arquitetura oferecida igualmente nos anos anteriores. Outros que conversam e cativam o público com suas criações, e outros poucos, conceituais. Me chamou muito atenção, um ambiente em especial, que tentava simular a vida real, mas muito fora de proporção. Isto é ruim!

Sobre as tendências, mais do mesmo. Pouca novidade. Acredito que o público normalmente sedento por saber o que usar em sua casa, e até copiar, deve ficar decepcionado, se ele segue algum tipo de informação sobre o tema.

Deixei para o final para falar sobre o tema da mostra, e como foi materializado no geral pelos profissionais. A “Casa Viva” segundo Lívia Pedreira, diretora superintendente da Casacor, na ocasião do lançamento em outubro de 2017 em São Paulo, diz que o tema remete ao detalhe de convivência, promove experiências que emocionam, faz a conexão com a natureza, além de ser um organismo pulsante. Vamos lá…Vida é a palavra chave deste ano no evento Casacor, logo os ambiente precisam expressar a vida. Como? O verde não é suficiente. É preciso mostrar a vida acontecendo de alguma maneira. Percebi esse movimento em pouquíssimos ambientes. Ficou claro que projetar sensações, não é fácil. Principalmente quando existe toda a questão comercial de um evento. Mas não podemos esquecer que são elas que conectam o visitante ao projeto e consequentemente ao profissional. Por isso esse detalhe é importante e o projeto não pode se perder. Os criadores devem projetar com o foco de mostrar o seu diferencial, para a sobrevivência da classe. Acredito ser essa conexão que a Lívia Pedreira deseja para o evento.

Alguns ambientes, trouxeram uma riqueza de detalhes, chegando a poluir, inclusive em alguns que a função era relaxar. Os detalhes denotam vida, mas não em excesso. Este, que muitas vezes não nos permite ver a riqueza do projeto. Imagine a percepção do visitante! Outros minimalistas demais, sem humanização, clean, estático, logo sem vida.

Mesmo assim, o fato de serem residências, e ambientes pequenos, o evento já se aproximou do público. Começa aí uma conversa. Esperamos nos próximos anos, que além de materializar o tema, haja uma conexão maior com o ser humano, em todos os sentidos. Afinal, arquitetura é praticada por pessoas, feitas para pessoas, VIVIDA por pessoas. Simples assim!

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